Há muito, muito tempo, soube que alguém havia morrido na Cruz. Ele se chamava JESUS.
Não sabia muita coisa, alias, acho que muitos não sabem ainda sobre esse Jesus.
Pois então, passei anos e anos mergulhada em busca do meu próprio Eu. Procurava onde estava meus desejos, minhas vontades.
Amor? Eu amava muito e amava bem. Amava de me doar por inteira, amava de arriscar a minha vida.
Eu amava porque sempre quis amor.
Amada? Não muito. Eu tinha dias de amor e mais dias de dor. Minha felicidade estava baseada no tempo, quando alguém me dava um sorriso eu estava feliz, todavia se alguém me tratasse com indiferença era mais um dia totalmente perdido.
Passei anos da minha vida, nessa inconstância, nessa vontade de nada e tudo. Mas eu tinha uma companhia comigo: o Vazio.
Você já se sentiu assim? Vazio?
Você está com seus amigos, bebendo, ouvindo música e ele aparece... É como se esse vazio fosse maior do que toda aquela felicidade momentânea. Ai você bebe mais, conversa mais, dança mais... E a felicidade volta...
Mas... depois... o vazio parece que aumentou mais. E o que você faz? Curti mais e mais.
Eu sei, eu já passei por isso.
Em 2007 entrei para faculdade de Direito pela UNIVERSO. Direito é um curso belo, você aprende a cuidar de você mesma afinal irá saber de tudo o que é teu por direito e aquilo que você poderá transformar em direito seu mesmo que não seja.
E eu estava determinada que nada atrapalharia minha carreira jurídica: Nada.
Dentre tantos colegas que eu fiz uma em especial chamava a minha atenção. O nome dela é Celi, e ela é discípula de Cristo. Algumas vezes ela veio até me lembrar desse tal "Jesus" que me falavam há tempos, mas eu estava muito preocupada comigo mesma para me preocupar com qualquer outra coisa.
Mas eu via algo muito diferente naquela mulher. Um brilho, uma luz. Sabe quando você vê no mundo alguém diferente, especial? Eu via isso nela, eu sentia isso nela.
Numa das nossas conversas entre colegas ela disse "Somos muito pequenos Chris, precisamos de Deus. Hoje estamos bem aqui e amanhã já não sabemos mais". Essa palavras penetraram em meu coração e só.
Uma semana depois, eu - cheia de meus adoraveis livros jurídicos - fui estudar. Quando passei por um determinado lugar que eu passava todos os dias, torci o pé.
Eu NUNCA tinha torcido o pé. Fiquei tão desesperada, tão aflita... Eu estava totalmente dependente de ajuda.
Minha mãe foi na faculdade, me levou ao médico que disse "15 dias em casa".
E eu "Não posso perder minhas aulas". Mas não teve jeito... 15 dias em casa. Eu não fazia nada sozinha. A grande e independente Christiane Moreira Rego precisa de ajuda até para beber um copo d'água.
E me lembrei das palavras de Celi e chorei... Chorei porque aquele vazio me machucava, porque as pessoas que eu mais amei, quando me vi aqui não deram a mínima.
Passou os 15 dias, comecei a voltar as aulas e conversando com Celi, ela começou a falar de Jesus, do amor de Jesus, de como Jesus é maravilhoso... e eu comecei a chorar profundamente.
Como se alguém estivesse me abraço naquele momento fortemente e dissesse: "Eu estou aqui e vim lhe buscar para mim".
Nessa mesma semana eu fui ao grupo caseiro e vi Jesus em casa vida ali e tinha uma certeza no meu coração: Eu quero JESUS.
Sabe aquele vazio? Ele estava indo embora... Ele não era mais a minha companhia. Jesus estava sendo a minha companhia...
JESUS.
E na outra semana eu já estava sendo batizada.
Morri para Cristo, minhas ideias morreram, meus sonhos morreram.
No dia do meu batismo vi uma imagem linda: Eu sentada no chão com a cabeça no colo de um homem todo de branco que dizia "Eu estou com você, agora tudo vai ficar bem" e ia fazendo cafune em mim.
Eu não sei explicar, mas tudo se fez novo.
Tudo se fez novo... Tudo. E eu vi que Jesus está vivo, vivo em mim, vivo.
O vazio? Bom, eu não o conheço mais desde 16 de novembro de 2008. Ele foi embora com a velha Christiane. E hoje eu tenho tribulações, alegrias... mas sozinha não estou mais. E nunca mais estarei... nunca mais.
(:
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)